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| SUMARÉ |
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Grandes fazendas de algodão e gado faziam parte do cenário
de Sumaré na segunda metade do século passado. Fundada em
1868 pelo português Antonio do Valle Mello - rico
proprietário de terras - a então Estação de Rebouças era
dividida em vilarejos habitados por famílias que ajudaram a
construir a história da cidade. Entre os moradores ilustres
estavam, na sua maioria, imigrantes italianos (Coltro,
Pedroni, Menuzzo, Foffano, Moranza, Tomazin, Dall'Orto) e
portugueses (Vasconcellos, Miranda e Raposeiro).
Norte-americanos, russos, alemães e franceses também
instalaram-se na zona rural naquela época. De acordo com o
professor e historiador Francisco Antonio de Toledo, a
partir dos anos 50 a cidade sofreu a primeira grande
transformação desencadeada pela industrialização, que atraiu
migrantes de todas as regiões do País, em especial do
Nordeste. Em 1946 a primeira grande indústria fixou-se às
margens da Anhangüera, um ano depois da cidade ser
denominada de Sumaré (nome de uma espécie de orquídea
bastante comum nas matas locais).
Movimento - Um movimento popular liderado por políticos, no
início dos anos 50, culminou na emancipação política de
Sumaré. Pressionado pelas investidas desse grupo o então
prefeito de Campinas, Antonio Mendonça de Barros, promulgou
a Lei 1.037 de 03/12/1953, autorizando a realização de um
plebiscito que dava a chance à população de opinar pela
emancipação político-administrativa. No dia 30 de dezembro
daquele ano Sumaré separava-se efetivamente de Campinas. A
primeira eleição realizada em 1954, quando o município
contava com oito mil habitantes, colocou no poder o padre
José Giordano da extinta UDN.
Em 1991, o então distrito de Hortolândia conseguiu a
emancipação e Sumaré perdeu grande parte de Imposto Sobre a
Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), de empresas que
estavam instaladas em território que passou a ser outro
município.
Cadastro técnico
população: 231.627 hab.
Área total: 153 km²
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