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Mera figurante no desenvolvimento da Região de Campinas na década de 80, a ainda adolescente Hortolândia comemorou no dia 19 de maio de 2009 18 anos de emancipação. Apesar da pouca idade, o município de 200 mil habitantes vive um momento único e decisivo para o amadurecimento. Vivendo desde "pequena" ao lado da experiente Campinas e com o aprendizado com Sumaré, sua irmã mais velha, a cidade que é grande também no nome, começa a andar com pernas próprias.

A emancipação e a independência trouxeram reflexos positivos ao povo hortolandense. Mais do que obras que juntam transforma o município em um verdadeiro canteiro de serviços, o desenvolvimento despertou a alto estima e o amor próprio na população. Sentimentos estes que, na avaliação do prefeito Ângelo Perugini, estão acima de qualquer feito.

No entanto, essa história não é recente. Seu início ocorreu no final do século 18 e começo do século 19 com a região formada pelas sesmarias do senhor de engenho Joaquim José Teixeira Nogueira. Ainda no período da abolição, (1888), o neto de Nogueira, Francisco Teixeira Nogueira Júnior, repartiu uma área da terra entre seus antigos escravos.

A doação verbal não se concretizou e a área passou a pertencer a um médico americano conhecido como "Doutor Jonas".

A ausência de documentos e registros de casas dessa época indica uma região pouco povoada.O local era ponto de parada para tropeiros, colonos e escravos que costumavam descansar onde hoje é o bairro Taquara Branca, à beira de um riacho. Era ali que os viajantes preparavam um pirão feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel, o Jacuba, que acabou batizando o vilarejo.

O marco definitivo para Jacuba veio com a inauguração da estação ferroviária de Campinas, em 1872. Os trens passavam pelo povoado sem parada. Somente 45 anos depois se instalou um ponto na região, a Estação Jacuba.

A característica urbana começou em agosto de 1947, quando a Prefeitura de Campinas autorizou o primeiro loteamento, o Parque Ortolândia, empreendimento de João Ortolan. Até ai, o vilarejo integrava a área do distrito de Sumaré, pertencente a Campinas. Em 1953, por meio da Lei Estadual 2.456 que Sumaré recebeu status de município e Jacuba adquiriu o título de Distrito de Paz.

A mudança do nome do distrito ocorreu em 1958, em virtude do nome Jacuba já batizar um distrito da região de Arealva. O Projeto de Lei, do então deputado Leôncio Ferraz Júnior, batizou a antiga Jacuba como Hortolândia, uma homenagem a João Ortolan. A letra "H" teria sido um erro de escrita, segundo contam antigos moradores da cidade.

O crescimento relâmpago de Hortolândia resultou no crescimento dos recursos gerados pelo distrito. Na década de 1980, Hortolândia era responsável pela maior parte da arrecadação de Sumaré, ultrapassava os 60%. Era hora do distrito, que por tantos anos atuou como mero figurante no cenário regional, ocupar seu lugar de direito. A organização popular seguiu para o movimento pró-emancipação.

Os moradores queriam autonomia para definir o futuro de Hortolândia. Foi em 19 de maio de 1.991, que 19.081 mil eleitores votaram "sim" no plebiscito que decidiu pela emancipação político-administrativa do distrito. Nascia, assim, da vontade popular, o município Hortolândia, formado por 110 mil habitantes que escolheram a região para morar, vindas de várias partes do País, em pleno êxodo rural, quando o Estado de São Paulo era o destino daqueles que buscavam oportunidades de trabalho e qualidade de vida. O mesmo ideal buscado pelos escravos que foram impedidos de lutarem por dias melhores.

Cadastro técnico

Área: 62,224 km²
População: 201.049 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade: 3.243,0 hab./km²
Altitude: 587 m
Clima Tropical de altitude: Cwa
Fuso horário: UTC-3
IDH: 0,79 médio PNUD/2000 [3]
PIB: R$ 2.851.580 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita: R$ 14.677,00 IBGE/2005 [4]

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