29/01/2014 18:09

Pedro Garcia

Defensoria quer manter a Vila Soma

Prefeitura de Sumaré terá de assumir o problema e abrir uma comissão para buscar uma solução negociada para o local

portal liberal.com.br

Famílias residem na área há um bom tempo e defensora pública pretende fazer com que os moradores possam permanecer no local

Arquivo / O Liberal

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirmou que lutará para manter as famílias da Vila Soma, em Sumaré, na própria área ocupada. O órgão conseguiu, no dia 21 de janeiro, suspender a ordem de despejo dos moradores por meio de uma liminar. O destino dos ocupantes começará a ser definido no dia 7 de fevereiro, quando os órgãos públicos envolvidos no processo irão se reunir para discutir as opções das famílias.

"Temos todos os degraus da escada. O objetivo principal é verificar a área e ver se é possível a manutenção das famílias no próprio local", disse a defensora Ana Bueno de Moraes, coordenadora do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo do órgão. "Caso se verifique que não é possível a regularização (do terreno), então temos que ver qual o atendimento habitacional a que as famílias serão destinadas. Também temos que analisar como vai ser feita a reintegração. É preciso avisar antes, ter os meios adequados", completou.

Para discutir esta situação, no entanto, Ana afirmou ser imprescindível que se apresente um mapeamento com o número de famílias da ocupação. "Sem o levantamento não temos como medir a dimensão exata do problema", analisou. A solicitação da defensora foi feita em reunião realizada anteontem, na sede do órgão, em que participaram representantes da Prefeitura, Secretaria do Estado de Justiça, Ministério das Cidades e o advogado de defesa dos moradores, Alexandre Mandl.

No encontro ficou definido "a necessidade de a Prefeitura assumir o problema e abrir uma comissão para buscar uma solução negociada" - conforme descrito na ata da reunião. As opções serão discutidas no próximo dia 7.

A Prefeitura de Sumaré já realizou dois levantamentos estatísticos na Vila Soma. O primeiro, em novembro de 2012, foi feito em apenas um dia e apontou a existência de 602 famílias residentes no local. O segundo foi realizado nos dias 18 (durante todo o dia) e 20 deste mês (período da tarde). De acordo com a secretária de Inclusão Social, Maria José de Araújo, que representou o Executivo na reunião, os funcionários não compareceram no dia 19, pois estavam muito cansados devido ao calor.

A chefe da pasta já adiantou, entretanto, que o número de famílias do segundo mapeamento pouco mudou em relação ao primeiro. Na reunião, o representante da Secretaria de Justiça afirmou que o Estado poderia ajudar caso um novo levantamento seja realizado, com a cessão de técnicos da CDHU.

PROTESTO. Ontem, por volta das 17h30, cerca de 200 moradores da Vila Soma realizaram uma manifestação em frente ao Paço Municipal, seguindo para o Fórum e terminando o ato na sede do MPE (Ministério Público Estadual), por volta das 19 horas. A intenção, segundo Mandl, foi comemorar a suspensão da desocupação e protestar contra a atitude da Justiça e do MPE, que reiteraram a ordem de despejo, mesmo sem uma destinação adequada para as famílias.

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5 Comentários


leozinho

14/04/2014 11:35

eu vou morar ai


tiao

01/02/2014 15:17

sr. admilson, e sra. valquiria.... levem os moradores para morar na sua casa... ou será que os dois são um dos "invasores"... se forem... por favor nao escrevam comentários em causa própria... é mto fácil invadir... comprar legalmente é díficil.. eu sei disso... minha vida toda fiz isso!


tiao

30/01/2014 08:42

defensora ana bueno de moraes, coordenadora do núcleo especializado de habitação e urbanismo, quem é essa senhora? o que sabe sobre nossa cidade? então o estado é conivente com invasão, roubo de energia elétrica, crianças sem escolas, furtos, roubos, consumo e venda de drogas? e os verdadeiros donos do terreno, os ex-funcionários da empresa soma o que farão? vão invadir aonde? quem irá protegê-los?


valquiria

29/01/2014 22:39

diálogo, conversa, entendimento das necessidades... tudo isso é possível. bem melhor que ver famílias tomando porretada da polícia, pessoas morrendo... o diálogo sempre leva ao entendimento.


admilson

29/01/2014 19:49

é muito importante que o poder publico e os responsáveis acompanhem essa situação, pois são famílias que não possuem um local para morar, acredito que se a invasão é inevitável, deve-se tentar urbanizar essas áreas, através de mutirões com a coordenação do poder publico, onde essas pessoas possam construir suas casas e ter a dignidade que todos nos merecemos. depois não adianta reclamar que o bandido está na rua, pois o estado é culpado e cria essas pessoas na marginalidade.