21/01/2012

12:22

Bruno Moreira

Energia elétrica gerada em casa

Jovem engenheiro americanense desenvolveu equipamento que transforma energia térmica em eletricidade

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  • Ruppert Filho, Jonas e Vilalva: trabalho em equipe
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O sistema inventado

Antoninho Perri/Ascom/Unicamp

Criar um instrumento para geração de energia elétrica limpa e renovável, com baixo custo em longo prazo, ao alcance da utilização em residências e pequenos imóveis.

Esses são os ingredientes da invenção desenvolvida pelo americanense Jonas Rafael Gazoli, engenheiro elétrico pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) com mestrado pela própria instituição, com foco no estudo de sistemas fotovoltaicos.

Jonas trabalhou para o surgimento do primeiro inversor de tecnologia nacional que transforma a energia térmica do sol, através da utilização de painéis instalados nos telhados dos imóveis, em eletricidade para utilização em aparelhos e equipamentos domésticos.

A tecnologia permite que qualquer pessoa tenha em casa uma placa solar com o inversor acoplado e possa fazer uso da energia solar transformada em elétrica.

O desafio, agora, é torna-lo usual. Outro ponto a ser explorado pelo engenheiro é obter a patente da criação.

O pesquisador explicou que nos sistemas denominados de fotovoltaicos, basicamente, a função é converter eletricidade de corrente contínua colhida pela placa instalada nos imóveis em energia de corrente alternada para ser injetada na rede elétrica.

O aparelho torna a energia compatível com as tensões de 127 e 220 volts. "Sem ele (inversor), não é produzida a eletricidade. Ele faz o papel mais importante", explicou.

Laboratório de eletrônica

O estudo, que norteou o mestrado de Gazoli, foi conduzido no Lepo (Laboratório de Eletrônica de Potência), que funciona na Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp.

O financiamento da pesquisa foi realizado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

"No sistema residencial, são instalados de 5 a 15 painéis, de acordo com o tamanho do imóvel. Isso reduz o custo do sistema e melhora a eficiência. Hoje já é financeiramente viável", afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o investimento gira em torno de R$ 15 mil, que podem ser pagos de oito a dez anos, dependendo da região do país.

O abastecimento de eletricidade fica garantido por até 25 anos, quando há necessidade de substituição de placas. Os testes sobre a eficácia do método foram realizados com simuladores de painéis instalados no Lepo.

O americanense ressaltou que o impacto direto está na conta de energia elétrica, já que a utilização da energia fornecida pela concessionária será necessária apenas durante o período noturno.

Além disso, a intenção é que a eletricidade extra, acumulada ao longo do dia e não consumida, ainda possa ser disponibilizada na rede para uso da própria concessionária.

Ruppert Filho, Jonas e Vilalva_Portal Liberal.com.br

Ruppert Filho, Jonas e Vilalva: trabalho em equipe

Antoninho Perri/Ascom/Unicamp

"O sistema pode ser projetado para suprir toda a residência ou para exceder a quantidade consumida", lembrou Gazoli. "Se não chegar a ser autônoma, a residência torna-se, no mínimo, sustentável", acrescentou Marcelo Gradella Villalva, coorientador da pesquisa, professor da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e doutor na área pela Unicamp.

O modelo criado pelo americanense deve servir como base para difusão da tecnologia em escala comercial.

Depois de formar-se em Engenharia Elétrica na Unicamp e antes de iniciar o mestrado, concluído em agosto do ano passado, Jonas Rafael Gazoli ainda fez estágio na Universidade de Pádua, na Itália.

O próximo passo é inovar ainda mais a pesquisa, através do Doutorado, o qual já iniciou.

"Para o Doutorado, é preciso haver a inovação. É importante tornar o sistema mais seguro, mas ainda não é possível adiantar o que será feito", ressaltou.

Acesso

A tecnologia já está disponível no país para residências. O próprio Gazoli, juntamente com o coorientador da pesquisa, Marcelo Gradella Villalva, abriram a empresa Eudora Solar.

Villalva, inclusive, já havia dado início à pesquisa do engenheiro americanense, com o desenvolvimento de modelos industriais.

A empresa funciona no sistema de incubadoras em Campinas.

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6 Comentários


josé luiz zoppi

02/02/2012 15:52

um grande passo em busca da produção de energia eletrica onde consumidor alem de gerador pode tambem ser distribuidor. parabens gazoli.


estevão

23/01/2012 09:10

parabéns ao jovem por trazer essa tecnologia ao país, na ìndia já existe há vários anos e inclusive é disponibilizado gratuitamente o know-how pela faculdade de "pés descalços" (barefoot college) as pessoas sem acesso a eletricidade e conhecimento universitário,


walmir perez

23/01/2012 08:51

parabéns! excelente trabalho e a iniciativa empresarial, ajudará na divulgação. disponha os painéis no sistema de "arvores" (sistema de capitação inventado por um adolecente americano). pesquisa também painéis solares mais eficientes e mais baratos. contate o sebrae para inclementar o financiamento da comercialização. a energia está muito cara. a produção do excedente pode gerar receita. parabéns!


geraldo novam

22/01/2012 16:09

parabéns, jonas rafael depois de muito tempo americana aparecerá no cenário nacional sem ser com escândalos, desmandos ou falcatruas. agora veremos se esta história de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente será colocada em prática por aqueles que possuem condições de apoiá-lo neste grande projeto sobre geração de energia elétrica. que a cpfl e outros setores abracem esta causa e te apoiem de verdade. parabéns.


debora lauton da silva

22/01/2012 16:01

ola tudo bem,fiquei surpresa com a seu trabalho,pois construimos a nossa casa ja a dez anos,e na epoca nao podemos colocar aqueles aparelhos solar pois teria que colocar canos de cobre. e realmente a energia vem um pouco alta em casa,somos so eu e meu marido.mas gostariamos de colocarmos algo assim e claro que se nao for muito caro.ok agradeço.


carlos

22/01/2012 15:20

genial