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30.7.2010 - 11:53
Homem fere a própria mãe com pedrada
Bargas Filho - editornet@liberal.com.br

Uma tecelã, de 59 anos, foi ferida com uma pedrada na cabeça, golpe dado pelo próprio filho, de 35, que estava numa crise nervosa, possivelmente provocada por efeitos de drogas, ontem de madrugada, em Santa Bárbara d'Oeste. Ele foi preso e autuado em flagrante por lesão corporal. A família, porém, acusa o médico de plantão do Pronto-Socorro Municipal Edison Mano de não medicar o homem alegando que ele precisava de "carinho e atenção". A Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que "o médico não negligenciou".

O homem chegou na casa da mãe, no Jardim Santa Rita, às 2h50, "agressivo devido ao consumo de entorpecente", segundo informou a polícia, com base no relato da família. Ele é um dos quatro filhos da tecelã e o mais velho dos homens. Já esteve preso por nove anos. "Ele é usuário de drogas e fica muito agressivo. Foi assim que chegou em casa", disse um dos irmãos do agressor. O homem, então, foi levado pelos pais ao Pronto-socorro.

"O médico conversou com ele numa sala, não deu nenhum medicamento e disse que o que faltava era carinho e atenção. Meu filho voltou para casa, teve outra crise agressiva e com uma pedra na mão, me bateu", contou a tecelã. Com uma pedra na mão direita, ele acertou um golpe que provocou um corte na cabeça da mãe. Então, foi agarrado por um dos irmãos, que chamou a polícia. O agressor foi preso e levado para a delegacia da Polícia Civil onde foi autuado em flagrante e encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana.

"Vou procurar um advogado para saber se existe uma maneira de responsabilizar o médico. Acho que ele não quis atender meu filho que voltou para casa e continuou agressivo e me bateu", comentou ontem a mulher. A pedido da família, O LIBERAL não divulga o nome dos envolvidos.

A Prefeitura informou que o procedimento do médico foi aliado como normal pelo coordenador das unidades de Pronto Atendimento Municipal, Gilberto Alves. Na avaliação, o médico não negligenciou porque a pessoa "não chegou em estado de emergência ou urgência".

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