Apesar da promessa de que não haveria aumento na tarifa de água este ano, as contas emitidas pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana estarão 5,72% mais caras a partir de agosto. O índice foi estabelecido pela projeção de variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no último ano, que fechou o mês de junho em 4,84%. O reajuste mais modesto foi adotado este ano, após um aumento de 30% na tarifa de água em 2009 na cidade.
A promessa de que não haveria um novo aumento da tarifa foi feita pelo diretor da autarquia, Rumoaldo Kokol, em entrevista ao LIBERAL, em março deste ano. Ele justificou que foi necessário aplicar o reajuste para evitar o acúmulo da defasagem e a necessidade de um aumento maior nos próximos anos. Para Kokol, não se trata de reajuste, mas de um reequilíbrio financeiro, através do repasse do IPCA. Ele disse que a porcentagem é repassada em função dos custos do processo de abastecimento. Para chegar ao índice de reajuste, o DAE contratou uma consultoria especializada no início do ano. Na época, o diretor ressaltou que uma série de variáveis influencia no preço dos serviços de água e esgoto e que os cálculos não são simples.
O estudo levou em consideração o aumento dos custos pagos pela autarquia, como energia elétrica, folha de pagamento, produtos químicos, despesas fixas, obras e serviços e compras de materiais. O estudo ainda levou em consideração o parcelamento da dívida da autarquia junto à CPFL Paulista e a necessidade de pagamento de empréstimos, entre outros fatores. O cálculo ainda apontou a obrigatoriedade de cumprimento do TCAC (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) firmado com a Procuradoria do Meio Ambiente para melhorias na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Carioba, além de contas empenhadas para 2010 e restos a pagar de 2009. O estudo também apontou que todos os contratos da administração foram atualizados pela variação inflacionária.
No pedido de reajuste da tarifa feito ao prefeito Diego De Nadai (PSDB), o diretor explicou que o reajuste de 30% aplicado em 2009 foi suficiente apenas para cobrir os custos e despesas orçamentárias daquele ano. "Diante dessas considerações e apontamentos temos que para que o DAE possa normalizar seu balanço econômico e financeiro, além de todo trabalho de redução de despesas, será preciso uma atualização da tarifa", diz o relatório final do estudo. A nova tarifa passa a valer a partir do consumo do mês de julho, cujas contas têm vencimento a partir de agosto.
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